Zeladoria em toneladas e Assistência Social: desconexão sem fim

O balanço 2025 da Subprefeitura Lapa em relação à imprescindível zeladoria ( limpeza e recolhimento de lixo) na região das Avenidas Ariovaldo Silva, Manuel Bandeira e Gastão Vidigal é impactante, pois são milhões de quilos coletados, mas com um porém que precisa ser alvo de todas as atenções: esse esforço, que consome rios de dinheiro, é simplesmente operação “enxuga gelo”, como bem sabem os gestores da Rua Guaicurus, 1000, sede da subprefeitura.
E o novo subprefeito que assumirá o comando em abril enfrentará o mesmo problema de seus antecessores: a falta de um programa de inclusão da população de rua, comandado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – SMADS , mas em sintonia com outras pastas: Direitos Humanos, Saúde, Trabalho e, é claro, Secretaria Municipal das Subprefeituras – SMSUB, com a colaboração de empresas, Ongs, Igrejas e sociedade civil oeganizada.
Se como dizem os gestores da Sub Lapa, o prefeito Ricardo Nunes externa preocupação especial pela zeladoria na Gastão Vidigal, nada mais coerente que esse zelo se estenda para a área social.
Nas avenidas Ariovaldo Silva e Manuel Bandeira, são mais 100 pessoas em situação de drogadição. Mais de 40 barracas se espalham por essas vias.
Limpeza urbana, erguer grades em estabelecimentos comerciais ou diálogos com Ongs orientando para que não se distribua alimentos para essa população são ações que resolvem o problema? Claro que não.
Então fica a pergunta que este Observatório tem feito desde sua criação em 2015: até quando os subprefeitos da Lapa, por conta da inexistência de um programa integrado de inclusão social continuarão a gerir operações “enxuga gelo”?
