Com DNA participativo, segurança pública vive momento histórico na Leopoldina

Criado em 22 de agosto, o grupo de WhatsApp Segurança Vila Leopoldina (SVL), com 2 mil inscritos, ganha reconhecimento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Duas das idealizadoras e gestoras do grupo, Flávia Ribeiro Lima e Silvia Jorge, foram recebidas por assessores diretos do secretário Guilherme Derrite: Coronel Paulo Chefe da Assessoria Policial Militar, e o Delegado de Polícia Otaviano Toshiaki Wada.
Mas por que esse fato merece ser notícia neste Observatório? Há várias razões para tanto.
Foi o SVL que, a partir agosto, colocou a Leopoldina no centro das atenções dos comandos da PM e Polícia Civil, mostrando, primeiro via rede social e depois pessoalmente, às forças policiais e aos moradores em geral, como o bairro estava acuado e amedrontado com a sequência de furtos e roubos praticados por quadrilhas de motoqueiros.
Foi o alerta do SVL que mobilizou a população da Leopoldina, vítima da violência, a ir à delegacia registrar Boletim de Ocorrência, registando oficialmente os atos de violência.
Devemos ao SVL a mobilização inédita dos efetivos da PM – motos, viaturas, cavalaria, policiamento em rondas à pe – por ruas e avenidas da Leopoldina.
De um lado a mobilização da sociedade. Do outro a resposta pública na área da segurança. Dois movimentos com intensidade e qualidade jamais vistas por aqui, pelo menos nas duas últimas décadas.
Em tempos de exposição pessoais em redes sociais, no Brasil e no mundo, chama a atenção a discrição das gestoras do SVL. O eu deu lugar ao nós. Estamos falando de uma primeira pessoa do plural verdadeiramente diversa e participativa.
Tudo isso, somado, gera um fato que ganha caráter de notícia. E notícia que entra para a história do bairro, pois volta revestir o debate sobre segurança pública com a força da participação social.
Parabéns, às humildes guerreiras que criaram e dirigem o SVL. Parabéns a todos e todas que aderiram o grupo.
